Governo Federal estuda adoção de idade mínima para concessão de aposentadoria integral a trabalhadores do setor privado.
Esta medida deve-se à projeção feita pelo IBGE, onde o déficit do INSS crescerá nos próximos anos, uma vez que a expectativa de vida do brasileiro está aumentando e, segundo estudos, a população brasileira com mais de 60 anos, será superior a 12 milhões de habitantes, em 2030.
A proposta seria fixar a idade mínima de 65 anos para homens e 60 para mulheres, no caso dos segurados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que atende aos trabalhadores do setor privado.
Porém, a situação é polêmica, uma vez que na campanha eleitoral, Dilma Rouseff não levaria à frente, uma reforma previdenciária. E, caso aceite a proposta poderá encontrar resistências nas bases sindicais, com as quais já se atritou na definição do novo salário mínimo de R$ 545,00.
Internamente, o governo já estuda uma moeda de troca para conquistar a simpatia do mundo sindical à proposta da idade mínima: flexibilizar o fator previdenciário e estabelecer uma transição menos rígida até que a idade mínima entre em vigor.
O Planalto resgataria na Câmara o projeto do fator 85-95, que prevê o benefício integral aos trabalhares cuja soma da idade e do tempo de contribuição resulte em 85 (mulheres) e 95 (homens). Exemplo: um homem com 35 anos de contribuição e 60 de idade obteria o direito à aposentadoria integral.
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